"Virá o dia em que será impossível distinguir a campa de Vincent da campa de Théo. A hera oscultá-los-á e dirá por eles: era o meu melhor amigo, era o meu irmão."
Este livro nasceu da aproximação de duas datas.
Julho de 1890: Morte de Vincent Van Gogh.
Janeiro de 1891: Morte do seu irmão, Théo, aos 34 anos.
Théo só sobreviveu um fim de verão, um outono, um início de inverno...
É a voz de Théo que ecoa num monólogo desesperado ao admirar, desvairado, as cores vivas das obras do irmão.
É a arte de Vincent, além-túmulo, que ilumina as recordações fraternais.
Como um retrato impossível, escrevem-se aqui os seis meses que separam a morte de Vincent da de Théo.
Não haverá epitáfio. Bastam os seus dois nomes lado a lado. Como um abraço.
Ao Van Gogh mais novo, JUDITH PERRIGNON emprestou a sua voz e as suas recordaçõe
s para escrever uma história onde o nome de Vincent evoca um irmão, um filho, um amigo, um pintor.