Publicado pela primeira vez em 1973, e desde então sucessivamente ampliado e completado, o presente livro, cuja 4ª. edição aqui se apresenta, procura rastrear a influência ou a presença de Camões na obra dos poetas brasileiros que, como o autor procura mostrar, todos, em maior ou menor medida, são tributários do autor de Os Lusíadas. A primeira parte do estudo é dedicada à discussão dos pressupostos teóricos do modelo que o estrutura: o sistema camoniano (com as suas variantes épica, lírica e expressiva), o sistema linguístico (a língua portuguesa em Portugal e no Brasil) e o sistema brasileiro (repercussão de Camões nas várias épocas da poesia brasileira, do séc. XVI à mais recente actualidade). Por sua vez, a segunda parte do volume ocupa-se do que o autor designa por O Mito Camoniano, considerando, sucessivamente, a sua tradição culta e popular em Portugal, nas literaturas africanas de língua portuguesa e no Brasil. Gilberto Mendonça Teles (1931), professor universitário, poeta e ensaísta, é autor de vasta bibliografia, de que cabe destacar, no ensaísmo literário, os livros Drummond - A Estilística da Repetição (1970), Vanguarda Europeia e Modernismo Brasileiro (1972), Retórica do Silêncio (1979), Estudos de Poesia Brasileira (1985) e A Escrituração da Escrita (1996), e, na poesia, Planície (1958), Fábula de fogo (1961), Pássaro de Pedra (1962), Sintaxe Invisível (1967), A Raíz da Fala (1972), Arte de Armar (1977), Saciologia Goiana (1982), Plural de Nuvens (1984), Sonetos (1998) e Caixa de Fósforos (1999).