Biografia VER +
Francisco Nicholson começou a fazer
teatro, com 14 anos, no antigo Liceu Camões.
Fez estudos em Paris, frequentando a
Academia Charles Dullin, do Théatre Nacional
Populaire. Fez parte dos elencos da Companhia
Nacional de Teatro e do Teatro Estúdio de
Lisboa. Raul Solnado convidou-o para inaugurar
o Teatro Villaret, integrando o elenco da peça O
Inspector Geral, de Nicolau Gogol. Mas foi no
Teatro ABC que se popularizou com o teatro de
revista. Tendo-se estreado com O Gesto é Tudo, é com Bikini que se afirma como autor,
actor e encenador. Depois, no Teatro
Monumental, dirige e interpreta o musicado
Férias em Lisboa. Regressa ao ABC com É o
Fim da Macacada, que escreve (com Gonçalves
Preto e Rolo Duarte) e encena, Pró Menino e
Prá Menina e Tudo a Nu, em que é um dos
autores, intérprete e encenador. E é,
precisamente, Tudo a Nu que está em cena,
com grande êxito, no Teatro ABC no dia 25 de
Abril de 1974. Foi um dos impulsionadores
(fundadores) do Teatro adoque, que
revolucionou o conceito do Teatro de Revista.
Na televisão, dá-se a conhecer com Riso e
Ritmo (1964), programa em que foi autor,
actor e produtor (com Armando Cortez e José
Mensurado). Dirigiu e interpretou vários
programas como O Canto Alegre. Foi o autor
de Vila Faia, a primeira telenovela portuguesa.
Foi também autor de outras novelas e séries
para televisão, como Origens (1983), Cinzas
(1992), Os Lobos (1998), Ajuste de Contas
(2000), Ganância (2001), O Olhar da Serpente
(2002), entre outras. Em cinema, assina os
guiões dos filmes Operação Dinamite (1967) e
Bonança & Cª (1969) de Pedro Martins. Na
imprensa, colaborou no suplemento A Mosca
do Diário de Lisboa e em A Bola, Diário
Popular, Capital, Jornal de Notícias, Norte
Desportivo, Revista R&T. Entre alguns prémios
conquistados foi distinguido com a "medalha de
ouro de mérito cultural" atribuída pela Câmara
Municipal de Lisboa. Também foi galardoado
pela autarquia de Oeiras.