Eugénio Trías
Biografia
Eugenio Trías, nascido em Barcelona, em 1942, é catedrático de Filosofia da Faculdade de Humanidades da Universidade Pompeu Fabra de Barcelona. Dos seus livros destacam-se La filosofía y su sombra (1969), Filosofía y carnaval e Teoría de las ideologías (1970), Metodología del pensamiento mágico e La dispersión (1971), Drama e identidad (1973), Meditación sobre el poder (1976), La memoria perdida de las cosas (1977), Tratado de la pasión e Conhecer Thomas Mann e a sua Obra (1978), El lenguaje del perdón (Un ensayo sobre Hegel) (1979), Goethe y su obra (1980), O Belo e o Sinistro (1981), tradução portuguesa da Fim de Século - Edições, Filosofía del futuro (1984), Los límites del mundo (1985), La aventura filosófica (1987), Lógica del límite (1991), El cansancio de occidente (conversación con Rafael Argullol) (1992), La edad del espíritu (1994), Diccionario del espíritu (1996), Pensar la religión (1997), Vértigo y pasión (1998), La razón fronteriza (1999), Ética y condición humana e Por qué necesitamos la religión (2000), Ciudad sobre ciudad e Pensar en público (2001), El árbol de la vida - Memorias (2003), El hilo de la verdad (2004), La política y su sombra (2005) e El canto de las sirenas: Argumentos musicales (2007).
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O Artista e a Cidade
"O artista histriónico, ao contrário do artista criador, não transforma o mundo: limita-se a simulá-lo"
Este é, de todos os meus livros, aquele em que mais rotundamente se afirma [a] identidade europeia; simplesmente fá-lo através da transferência que permite a interpretação de alguns dos seus episódios mais significativos: a tradição platónica, que chega até ao Renascimento italiano, e a grande tradição cultural clássica, romântica e moderna alemã (Goethe, Hegel, Wagner, Nietzsche, Thomas Mann). Grécia, Itália, Alemanha: os eixos principais da minha identificação com a Europa.
Através desta experiência fui pondo à prova algumas categorias platónicas que me foram sempre muito queridas (a concepção do eros formativo e plasmador, capaz de objectivar-se no mundo cívico, a concepção da poiesis como criação produtiva; a mediação de ambas as concepções; a correlação da Alma e da Cidade da República). (…)
Interessou-me seguir o rasto destes conceitos através do tempo, tomando como ocasião as figuras de filósofos, autores literários e artistas como os atrás citados. O livro que de tudo isto resultou corresponde, como se diz no seu final, ao género "ensaio". Mas é inteiramente atravessado por uma ambição, ainda tentativa e experimental, de formar para mim certos conceitos visando uma aventura mais estritamente filosófica (na qual é iniludível a articulação conceptual).
Este é, de todos os meus livros, aquele em que mais rotundamente se afirma [a] identidade europeia; simplesmente fá-lo através da transferência que permite a interpretação de alguns dos seus episódios mais significativos: a tradição platónica, que chega até ao Renascimento italiano, e a grande tradição cultural clássica, romântica e moderna alemã (Goethe, Hegel, Wagner, Nietzsche, Thomas Mann). Grécia, Itália, Alemanha: os eixos principais da minha identificação com a Europa.
Através desta experiência fui pondo à prova algumas categorias platónicas que me foram sempre muito queridas (a concepção do eros formativo e plasmador, capaz de objectivar-se no mundo cívico, a concepção da poiesis como criação produtiva; a mediação de ambas as concepções; a correlação da Alma e da Cidade da República). (…)
Interessou-me seguir o rasto destes conceitos através do tempo, tomando como ocasião as figuras de filósofos, autores literários e artistas como os atrás citados. O livro que de tudo isto resultou corresponde, como se diz no seu final, ao género "ensaio". Mas é inteiramente atravessado por uma ambição, ainda tentativa e experimental, de formar para mim certos conceitos visando uma aventura mais estritamente filosófica (na qual é iniludível a articulação conceptual).