A Padeira de Aljubarrota seguida de Auto Novo e Curioso da Padeira de Aljubarrota onde se contam a vida e as façanhas desta valorosa matrona
Dois textos esquecidos mas indispensáveis, desde logo pela fascinante linguagem que se desprende do estilo narrativo adoptado pelos autores, e ao mesmo tempo pelo que de inesperado nos ensinam acerca desse vulto quase mítico da nossa história, que foi a Padeira de Aljubarrota.
Escritos há cerca de cem anos, o primeiro, e em meados do século XVIII, o segundo, ambos recordam, em poucas mas luminosas páginas, quem, "no epílogo da sua vida e num arranco de epopeia, haveria de servir uma causa patriótica, tapando assim com os louros da glória o temeroso abismo do seu passado infame".
É da vida tumultuosa da "cruel assassina do Algarve e heróica batalhadora de Aljubarrota" que nesta obra se dá conta.
A curta e saborosa novela que constitui a primeira parte desta obra, da autoria de
Oliveira Mascarenhas (1847-1918), foi redigida e primeiramente impressa em data que não conseguimos apurar, mas muito provavelmente no dealbar do século XX.
A crónica que se lhe sucede, dada à estampa sob pseudónimo, remonta, na sua versão original, a 1743. A última edição que conhecemos, fiel ao texto primigénio, é de 1868.