Em Direitas Velhas, Direitas Novas, o historiador Fernando Rosas analisa a evolução das organizações da extrema-direita herdeiras do fascismo paradigmático dos anos 30 e 40, nos seus contextos históricos, económico-sociais, políticos e culturais. Assim podemos compreender as permanências e as mudanças, as divisões e as reunificações, os anos de marginalidade e recuo, e os períodos — sempre inesperados — de reemergência. E podemos, finalmente, responder à questão controversa e por demais atual sobre a natureza, as origens e os perigos da extrema-direita emergente. Nos momentos cruciais de crise, de regressão e de decadência das instituições e das referências ideológicas, as direitas velhas e as novas extremas-direitas reencontram-se ciclicamente para salvaguardar privilégios e impor pela força as soluções a que a resistência política e social faz frente.