O invulgar caudal de produção poética a que nos habituou o autor de O Grito Claro, sobretudo nas últimas quatro décadas, tendeu a obscurecer a sua faceta de tradutor com a qual se revelou nas páginas da revista Árvore (1951-1953), em conformidade com aquele que foi, desde o início, um dos principais propósitos dessas "Folhas de Poesia": a abertura à presença de poetas estrangeiros.