Colado ao corpo, vinculado à alma, o nome nunca mais deixa de exercer sobre o sujeito a sua influência e nem a morte o separa dele enquanto a memória o guardar ou da pedra sepulcral não desapareça, roído pela intempérie ou usada a pedra para outras finalidades menos tristes. O nome, repetido embora aos milhões pela terra e pelas eras, designa um e apenas um. E com ele o sujeito cresce e se convence da magia dessa designação e, quando lhe perguntam «quem és tu?», ele não responde sobre a sua condição, afazeres e sonhos, mas diz apenas uma palavra e pensa que está tudo dito.