Sebastião Alba traz-nos de volta, com estes fragmentos, tal como o faz, afinal, em toda a sua criação poética, a ressonância atávica dos epigramistas latinos como Marcial e Juvenal. Agoniados com o desacerto escandaloso do mundo em que se encontravam mergulhados, reagiam com a estridência do seu riso sarcástico e com a luminosidade da sua clarividência inconformada. Fragmentária, inacabada, problemática, poliédrica e torturada a escrita de Sebastião Alba é também (ou, talvez, sobretudo) uma celebração ao amor que de forma quase obsessiva, mas terna e lúcida, devota largamente às filhas, à(s) mulher(es), à música, à literatura, à pintura, ...