O jovem, cuja história neste livro se conta, perseguia uma vida sem ambição, sucumbindo ao hedonismo — noites de excessos etílicos, uma vida desregrada, marcada pela falta de autocontrolo —, sem se assentar em algo concreto. Foi tomado por ideais radicais no que tocava à sua perspetiva sobre a sociedade portuguesa, criticando-a através dos olhos de um adulto que se recusava a amadurecer. Residia num estado equivalente ao de uma criança crítica, um intelectual que queria conquistar a arte de viver, embora não soubesse como.
Tudo mudou após um pequeno delito que cometeu, conduzindo-o a um concurso de comédia em busca de novos talentos. Graças ao seu estilo de humor, degenerativo e marcante, acabou por ganhar popularidade dentro da comunidade, enquanto ia colecionando alguns inimigos pelo caminho. Através do humor, encontrou uma forma de fugir à sua própria miséria emocional, enquanto se via confrontado por um sofrimento ainda maior: o de nunca ter sofrido.
O que esperar de uma pessoa cujo maior objetivo de vida é não ter um propósito, não sofrer e passar pelos pingos da chuva, que são as adversidades da vida? a resposta está escrita nas entrelinhas de Uma Boa Dose de Humor Negro…