Há um instante quase sagrado em que o leitor e o autor se tocam através da palavra. Não se veem, não se ouvem, e ainda assim compreendem-se. É essa a magia que me faz continuar a escrever. Este livro é, portanto, um convite, não apenas à leitura, mas ao espelho. Quero que cada carta, cada pensamento, funcione como um reflexo onde o leitor possa reconhecer algo de si, mesmo que seja apenas uma sombra, um eco, uma lembrança. Nunca acreditei que a escrita devesse ensinar. Acredito, isso sim, que a escrita deve tocar. o que pretendo oferecer a quem lê este livro não é uma resposta, mas uma companhia. Porque, na verdade, todos nós procuramos isso, alguém que nos acompanhe, ainda que em silêncio, enquanto atravessamos os dias.