Tradução, prefácio e notas de Fernanda Bernardo.
Travessias da Escrita, obra que inaugura a colecção de uma escrita (graphia) inspirada, modulada e atravessada pela sombra (skia) imensa, imensa e irredutível, do não declarado, é o resultado de uma leitura-travessia de Véus... à vela, a obra conjunta de H. Cixous e J. Derrida - o filósofo-escritor tutelar desta colecção: uma obra preocupada em dar a pensar uma certa véspera do véu que determinantemente entretece a ocidentalidade filosófico-cultural. Uma véspera que, porque inevitavelmente deixada na sombra ou entregue ao seu silêncio, assombra e ensombra a escrita - toda a escrita, na multimodalidade e heterogeneidade dos seus registos. Não poderia, pois, esta colecção ter uma mais justa inauguração.