Com base numa pesquisa antropológica inovadora, este livro mostra-nos o que é trabalhar na refinaria de Sines e os complexos factores sociais que, nessa fábrica, potenciam ou limitam os perigos de origem tecnológica. Se estes são aumentados por princípios de gestão, objectivos produtivos e relações de poder, os operários recusam a lógica probabilística do "risco" e constroem, a partir da sua aprendizagem e experiência profissionais, processos de protecção colectiva que em muito reforçam a segurança.