A dimensão literária do trabalho serial de R.H. Quaytman, o cruzamento de técnicas de reprodução mecânica com tradições da arte conceptual, a adoção invariável de um mesmo suporte (painéis de contraplacado com os bordos biselados), a gama restrita de formatos (oito, definidos segundo a proporção áurea) e de modos estilísticos (serigrafia de base fotográfica, padrões óticos e óleos de pequenas dimensões) e sobretudo o modo como a artista repensa a possibilidade e o lugar da pintura nos nossos dias são aspetos explorados pelos ensaístas Jaroslaw Suchan (diretor, Muzeum Sztuki w Lodzi) e Marta Dziewanska (curadora, Kunstmuseum Bern) e abordados nas duas entrevistas a R.H. Quaytman conduzidas por Daniel Muzyczuk.