Ao longo das últimas quase seis décadas, as joias de Tereza Seabra manifestam, de modo persistente, uma função protetora, tanto na forma como na intenção. Alheia ao ornamento pelo ornamento e ao carácter decorativo que persistem em atribuir à joalharia contemporânea, sabe que na sua história, a proteção e o poder se impuseram sempre como principal missão.
Através de imagens que documentam a sua obra, muitas vezes no corpo, do que escreve e nos fala, vamos conhecendo com mais rigor o mundo e o seu estado crítico. Como refere, «a joia carrega, tal como o vestuário — mas a joia mais —, uma imensa simbologia e referências enormes sobre uma época e sobre a forma como vivemos». Transcende-nos.