Não escolhemos nascer. Recebemos um corpo, um tempo e uma consciência inquieta. O teoísmo nasce nesse intervalo entre Deus e o nada. Não o Deus dos dogmas, mas a ideia que resiste à razão e à fé cega. Um pensamento que não promete salvação, apenas lucidez diante da dor, da finitude e do mistério de existir. Viver, talvez, seja apenas isso: seguir adiante carregando o peso da própria vida - com olhos abertos.