Super-Homens e Sub-Homens propõe uma análise critica e ambiciosa da crise da civilização ocidental, onde Julien Rochedy não se limita a opor indivíduos elevados e decaídos, mas examina como o Super-homem ocidental se fundou historicamente numa logica de poder e domínio cultural.
Ele sustenta que o Ocidente, ao longo dos seculos, modelou-se como forca civilizadora que impos, consciente ou inconscientemente, uma hierarquia de valores e uma ordem universalizante — uma dominação simbólica e material sobre regiões, povos e modos de vida. Contudo, esse projeto ocidental entra hoje em colapso por causa do sub-homem universalizado que mina as bases culturais, biológicas e espirituais do mundo ocidental.
Nesse contexto, o autor propõe a ideia de bio civilização como resposta: reagrupar, redefinir e regenerar uma civilização que recupere vínculos com a natureza, a ancestralidade e a ordem biodinâmica — mas dessa vez sem imposições coloniais, e sim por uma reconstrução interna que rejeite o modelo de dominação e se volte para uma ordem hierárquica orgânica e vital.