À autenticidade de Fernando de Sousa está como irmã
siamesa associada a ingenuidade, no sentido nobre e
histórico destes termos. Autêntico, Fernando de Sousa
é ele mesmo, não é outro, cópia de outro ou similar a
outro; é legítimo, é verdadeiramente o que é, sem
logro ou desvio de si. Também é ingénuo, e por isso
mesmo. É simples franco, sincero, cândido, inocente.
Como ensina a língua latina, é puro, não alterado,
probo, honesto. Quem o conhece, sabe que está
retratado Fernando de Sousa. Quem vai agora
conhecê-lo, através desta sua obra, reconhecerá no
autor estas duas qualidades eminentes de um ser
humano: a autenticidade e a ingenuidade ou pureza.