Bertrand.pt - Sociedades Secretas

Sociedades Secretas

de Shelley Klein 

Editor: Editorial Estampa
Edição ou reimpressão: abril de 2007
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As organizações secretas existiram sempre. No mundo moderno, em que a televisão, a internet e a comunicação global expõem estas redes impenetráveis, a sua natureza misteriosa, à margem da sociedade, exerce cada vez maior fascínio. Como terão estas instituições secretas afectado o mundo no passado? Que influência exercerão no nosso dia-a-dia? Por que razão, afinal, existem?
Muitas destas seitas são de natureza benigna e caritativa; buscam poder para alcançar objectivos que poderão fazer mudar o nosso modo de vida para sempre. Outras têm fortes ligações ao crime organizado, com políticas e planos que envolvem ódios, violência, assassínio, corrupção, intriga política, sexo e rituais mágicos. Com brutalidade e barbarismo cometeram crimes hediondos.
Sociedades Secretas examina quinze das seitas mais notórias deste género, dos assassinos hashishim da Idade Média, no tempo das cruzadas, aos Mau-Mau, à Sociedade Thule, até à seita suicida do Templo Solar dos anos 90 do século XX.
Os teóricos da conspiração afirmam que os illuminati, com notoriedade hoje em dia, terão influenciado a maior parte dos grandes acontecimentos mundiais, da Revolução Francesa até ao 11 de Setembro.
Entretanto, outras organizações secretas, como o Ku Klux Klan, continuam a projectar a sua sombra sobre a civilização, provando que, mesmo no século XXI, as sociedades secretas continuam silenciosamente a trabalhar entre nós.

Excertos

Introdução

A partir do momento em que o homem conseguiu comunicar com os seus companheiros, criar hierarquias sociais e organizar grupos mutuamente benéficos, sentiu-se, ou assim parece, fascinado pela criação e presença de sociedades secretas. Na sua maioria são (e sempre foram) organizações inofensivas, grupos de indivíduos mentalmente afins e com um objectivo comum. Os clubes masculinos inserem-se nesta categoria, assim como as fraternidades universitárias, sociedades que, quando muito, exercem apelo sobre os que se interessam pelo avanço de pontos de vista ligeiramente elitistas ou crenças estranhamente arcanas. Contudo, algumas organizações, longe de serem inocentes, abrigam programas mais sinistros, requerendo juramentos de sangue, total submissão da vida pessoal ou a subjugação a um chefe despótico. Esta compilação é uma tentativa para reunir alguns desses grupos secretos e sombrios - sociedades que operaram em todo o mundo, em países tão diferentes como o Japão, os Estados Unidos da América, o Quénia, a Alemanha, a Inglaterra, a Suiça e a Itália. Quando se fala de sociedades secretas, é frequente tornar-se de imediato evidente que as organizações em discussão inserem-se em categorias reconhecidamente diferentes. O mesmo acontece com os grupos que aqui são examinados. Existe uma diferença acentuada entre as sociedades que possuem uma agenda política (como o Colectivo de Pacientes Socialistas, os Mau Mau, Odessa e os Hashishim) e as organizações do «Juízo Final», como a Aum Shinrikyo ou a Ordem do Templo Solar. Do mesmo modo, a Ku Klux Klan, cujo objectivo principal era e, infelizmente, ainda é, o progresso de pontos de vista profundamente racistas, pode, até certo ponto, ser agrupada com a sociedade Thule (ambos os grupos acreditando numa raça perfeita), enquanto a Tong e a Camorra fazem parte de uma categoria geral do «crime organizado». Mas que dizer de grupos como o Clube do Fogo do Inferno? De que forma se encaixam na imagem e qual é a categoria em que se inserem?
(...)
Ao estudarmos as sociedades secretas, o lucro pessoal torna-se uma espécie de tema recorrente, quer se traduza pelo gozo de um estado messiânico (como era o caso de Aleister Crowley), ou pelos proventos fundamentalmente monetários, como ocorria com o líder da Aum Shinrikyo, Shoku Asahara. Tendo sido estabelecida com o objectivo de ajudar os criminosos de guerra nazis no final da Segunda Guerra Mundial, a organização Odessa pode igualmente encaixar-se nesta categoria; embora não tenha operado tão «romanticamente» como sugere o novelista Frederick Forsyth em The Odessa File, apesar de tudo foi uma organização muito bem sucedida, conseguindo que vários oficiais nazis de alta patente escapassem à alçada dos Aliados. Para além da autopreservação, poucos motivos melhores ou mais proveitosos poderão existir para a formação de uma sociedade secreta, mas quando estudamos estas organizações, rapidamente nos apercebemos de o grande interesse em grupos como o Odessa ter outro motivo - o de comprazer a nossa obsessão pelas teorias conspirativas. Se, apesar de tudo, o Odessa existiu, poderiam outras sociedades secretas ter continuado a influenciar a política mundial com as suas maquinações diabólicas?
Sob este aspecto, não existe sociedade secreta na terra que detenha tão grande fascínio, como os illuminati. Desconhecida da maioria das pessoas até à publicação do livro Anjos e Demónios de Dan Brown, no ano de 2000, desde que o livro chegou aos escaparates das livrarias, o apetite do público por informação sobre esta organização altamente esotérica atingiu proporções monumentais. Mas porque teria isso acontecido e o que existe neste grupo em particular para provocar uma reacção tão global?
A resposta reside no facto de Dan Brown ser um maravilhoso tecedor de histórias e, em Anjos e Demónios, ele criou o tipo de cenário tão caro a tantos de nós - um pequeno grupo de pessoas em luta contra uma organização muito maior e incrivelmente poderosa, neste caso a Igreja Católica. Este tipo de luta, ao estilo «David e Golias», é tão velho como o tempo; na verdade, parece ser fundamental para a psique da humanidade e assim, talvez Dan Brown tenha libertado um disparador emocional em cada um de nós. Mas mais do que isso, Dan Brown tocou também numa profunda crença perfilhada por todos nós, ou seja, «nem tudo é o que parece»; temos a sensação de, por detrás do cenário, as conspirações diabólicas estarem em marcha, de o público estar constantemente a ser ludibriado, enganado, tranquilizado com uma falsa sensação de segurança e alimentado com tudo, menos a verdade. Vejamos, por exemplo, o suicídio de Hitler no final da Segunda Guerra Mundial ou a primeira descida do homem na Lua. Sobre ambos os acontecimentos, escreveram-se milhões de palavras a asseverar que nenhum deles tinha ocorrido. Hitler, tal como muitos conspiradores teóricos de direita queriam fazer-nos acreditar, está vivo algures na América do Sul, enquanto a primeira descida na Lua, de acordo com muitas pessoas, aconteceu realmente num estúdio de televisão, depois de os Estados Unidos da América terem sido forçados a abortar o voo real, devido a problemas técnicos. É possível depararmo-nos a cada esquina com teorias de conspiração turbulentas e confusas.
(...)
Naturalmente, podemos assumir que esses indivíduos sofrem perturbações psíquicas, que são almas perdidas em busca de alguma coisa pela qual possam pautar as suas vidas, ou que são facilmente manipuláveis, abrindo mão das suas poupanças de uma vida inteira. Porém embora estas suposições possam conter uma base de verdade, para algumas pessoas a curiosidade tem um papel importante nos processos decisórios. Querem saber o que existe do outro lado da porta; se existe alguma verdade nas promessas de uma vida tranquila depois desta e se essa vida desabrochará subitamente. Claro que, uma vez dado o primeiro passo que leva à transposição do limiar, frequentemente torna-se impossível separá-los do grupo (dadas as personalidades fortes que caracterizam os líderes e as técnicas de lavagem cerebral que, muitas vezes, utilizam). Aqueles que tentam sair, podem enfrentar a ameaça de morte ou, no caso do Templo Solar, preparar um cenário do Juízo Final, que também conduz à morte de muitos outros. Após os suicídios em massa perpetrados pelo Templo Solar, o governo suiço pôs em marcha um centro de informações sobre cultos religiosos, de modo a que o público em geral pudesse estar melhor informado sobre os perigos que encerra a adesão a tais organizações.
Então, o que pode ser feito para dissuadir as pessoas de se unirem a operações tão tenebrosas, pervertidas e, em muitos casos, assassinas? A resposta é muito breve. A qualquer momento e onde quer que o homem se reúna, está favorecida a fundação de uma sociedade secreta ou, dito de outra maneira, assim como a distância que separa um habitante de Londres de um rato oculto jamais ultrapassa uns escassos centímetros, existe, na mesma proporção, a possibilidade de, onde quer que habitemos, haver uma sociedade secreta a trabalhar no planeamento de qualquer acto tão bizarro quanto tenebroso.
Shelley Klein

Sociedades Secretas
ISBN: 9789723323641 Ano de edição ou reimpressão: Editor: Editorial Estampa Idioma: Português Dimensões: 145 x 222 x 16 mm Encadernação: Capa mole Páginas: 272 Tipo de Produto: Livro Coleção: Vidas Classificação Temática: Livros  >  Livros em Português  >  História  >  História em Geral

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