Assim se abriu a janela que permitiu respirar e deixar entrar o Fado. Ouvindo um dia o Fado na voz límpida de Dulce Pontes, o poeta Jesús Recio Blanco transpôs a fronteira do pensamento e das emoções. Movido por uma lágrima que lhe saiu do peito, num acto atrevido, propôs-se percorrer trilhos há muito explorados mas sempre enigmáticos. Quis o destino que caminhos se cruzassem, e num mesmo compasso, juntou a imagem, a poesia e a história. - do prefácio de Elisabeth Silva.