…Ai mestre que deliro de febre, sabia que gostava de o ver pintar, eu a posar e o mestre a desenhar com olhos, vendo-me cá dentro que até afligia, as nuvens a descer o ria, Mestre, os alcantilados do Douro a desaparecer numa névoa frágil de sonho e as barcas descendo o ria por entre os fugazes vislumbres da luz de um sol expectante, eu alegre como um cão saciado quase a chegar à outra margem, não meu amigo, não quero morrer, no fundo sou como tu, acredito nos homens e em cada um deles...