Sinfonia do Caos é uma obra na qual a poesia se transforma num espaço de experimentação, cruzando a exatidão científica com a intensidade do sentir humano. Ao longo de 12 poemas de estrutura rigorosamente calculada — 48 versos organizados em 8 estrofes de 6 versos —, o livro propõe uma dança entre ordem e desordem, razão e emoção.
Conceitos da física contemporânea, como o entrelaçamento quântico, a entropia, a relatividade e os buracos negros, surgem reinventados como metáforas profundas sobre amor, identidade e existência. Cada poema funciona como uma equação sensível, em que o invisível se mede através do pulsar da alma.
A obra esconde ainda um poema secreto, construído a partir de versos de transição, que celebra a imperfeição humana diante da vastidão do cosmos. Um glossário científico-poético acompanha o leitor nesta viagem, tornando acessível a linguagem técnica sem lhe retirar mistério.
Os textos compõem uma sinfonia ousada — cada verso é um átomo de assombro e cada leitura é uma nova possibilidade de interpretação.