António-Pedro Vasconcelos, ao fim de dez anos de artigos avulsos sobre a televisão em Portugal, edita, com o fim de "avivar a memória" numa atitude reflexiva sobre o presente, um livro com carácter de urgência, relembrando as irresponsabilidades políticas dos sucessivos governos que se traduziram na falência do audiovisual, no défice imparável da RTP, na "tabloidização" da informação, na guerra das audiências.
O propósito é claro: esclarecer e desmistificar, impedir que se intoxique a opinião pública com afirmações demagógicas.
E, nesta luta contra o efémero e a precipitação, fica o testemunho do livro: a literatura reflectida, sem pressa.