Patricia Highsmith é, sem dúvida, uma das escritoras policiais mais lidas em todo o mundo. Nos seus romances, vários passados ao cinema, o primeiro pelo mestre Hitchcock, com uma trama psicológica envolvente, o perigo assoma sempre de um lado inesperado. Ripley, por exemplo é, à primeira impressão, uma criatura adorável, educada e culta, capaz de se comover com uma ópera ou uma pintura.
Chega-nos agora em tradução portuguesa, Sereias no Campo de Golfe, onze histórias arrebatadoras e imprevistas. Numa delas, um fotógrafo jovem vê a sua vida subitamente alterada por um crime que pode até nem ter acontecido; noutra, um economista de renome, ferido de forma heroica para salvar a vida do Presidente, acaba por não ser propriamente aquilo que parecia; numa outra, um pai acaba por cometer um crime apenas porque teve lugar uma alteração na sua vida; ou ainda, numa outra, um pintor testemunha a misteriosa morte de uma criança e acaba por viver um pesadelo... Aquilo que parece nem sempre é. E com Patricia Highsmith nunca se sabe o que vai acontecer. A única certeza é que quando nós começamos a ler as suas histórias, elas invadem-nos lentamente, como um nevoeiro, e já não conseguimos parar.