Angola surge como palco de um sonho que rapidamente se transforma em pesadelo. Às vésperas da independência e nos anos seguintes à ascensão do MPLA, um grupo de jovens idealistas entrega-se à construção de um país livre e justo. Porém, a esperança é esmagada pela escalada de intolerância, tortura e assassinatos, que fazem de Luanda um cenário de medo e violência.
Misturando realidade e ficção, o autor, testemunha direta dos acontecimentos, conduz o leitor por uma narrativa que começa como um policial noir, atravessa a inocência perdida e amores traídos, e culmina num desfecho hitchcockiano, trinta anos depois.
Entre sonhos destruídos, cerca de 30 mil vidas ceifadas e a amarga constatação de que opressores e oprimidos partilham o mesmo destino, esta obra oferece um raro e intenso retrato literário dos anos de chumbo angolanos.