A agricultura portuguesa enfrenta sérias dificuldades de sustentabilidade, tanto do ponto de vista ambiental como económico. Na realidade estes dois aspectos estão intimamente ligados, pois a degradação do solo é o principal impacto negativo da nossa agricultura, mas é também a primeira causa das dificuldades económicas verificadas.
É urgente encontrar soluções que permitam produzir mais com um menor consumo de factores, ou seja, que se consiga uma intensificação dos nossos sistemas agrícolas. Dada a maior adaptação das forragens e pastagens ao nosso ambiente, o sistema tem de forçosamente incorporar a componente animal. Mas a sazonalidade da produção forrageira e os anos de seca exigem a produção de forragens para conservar, de forma a fazer face a estas contingências.
A resposta passa pela melhoria das funções do solo, ou seja, da sua capacidade de armazenar água, de fornecer nutrientes e de garantir a drenagem e transitabilidade de máquinas e animais.
A adopção de sistemas de agricultura de conservação exige uma grande alteração dos procedimentos ao nível da exploração e é muito exigente do ponto de vista da capacitação técnica.