São Flores de Amor, os Cravos de Abril

Edição especial 50 Anos do 25 de Abril

de Lídia Praça 

Bertrand.pt - São Flores de Amor, os Cravos de Abril
Editor: Editorial Novembro
Edição: abril de 2024
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O romance São Flores de Amor, os Cravos de Abril faz um percurso geopolítico e social pelo Portugal do pós-revolução, com memórias da guerra do ultramar, das antigas colónias e dos últimos anos do estado novo.

Este livro, conta a conturbada e inquietante história de Paulo, um capitão de abril e de Clara, uma psicóloga, entre os anos de 1972 e 2017. A narrativa desenvolve-se à medida que se desenrolam no país fenómenos como a clandestinidade, a ação da polícia política, o verão quente de 75 e as ações de dinamização cultural do MFA, no nordeste transmontano.

Algumas memórias de Paulo são reveladas no consultório de Clara, a psicóloga que salvou a vida de Mariana, sua mulher, na sequência de uma tentativa de suicídio. A realidade das perturbações do stress pós-traumático de guerra são o pretexto que o levam até Clara, uma mulher sedutora e enigmática, mais nova do que ele e por quem se sente perigosamente atraído.

Na verdade, os dois vivem uma estória de amor, pontuada de encontros e desencontros, numa súbita espiral de sensualidade e volúpia. A invulgar e intensa paixão que os assola, permanentemente alvo de perplexidades e equívocos, recria-se quando, um dia, Clara é, inesperadamente, confrontada com uma poderosa revelação. Com efeito, a psicóloga, quando fazia arrumações no seu consultório, descobre uma folha de papel ocultada no seu livro da terceira classe, que desvenda esse misterioso enigma.

Esta é também uma estória de fé e de esperança, onde a ética e a humanidade dos personagens, divididos entre o determinismo da vida e o livre arbítrio das decisões, emerge sempre, mesmo nos momentos mais tumultuosos e sombrios da vida.

Nota do autor
«Neste ano, em que se celebra os 50 anos do 25 de Abril começo a sentir um crescendo de saudade e de esperança e o desejo de habitar este espaço e este tempo, com intensidade, todos os dias, certa de já não poder viver a festa do centenário. Estremeço, porque não consigo pesar este tempo e apenas sinto que, estes 50 anos, passaram depressa demais. Há cinquenta anos eu era uma criança e vivia num país, neste meu país, em ditadura. Se tenho memórias? Sim, tenho. Se senti medo? Sim, senti o medo nos adultos que me rodeavam. Se os meus filhos sentem o 25 de Abril como eu sinto? Não, não sentem, nem podem sentir. Quem já nasceu em liberdade, não sente a falta do que sempre teve. Mas é importante ter conhecimento da história e, sobretudo, de criar a perceção de que a liberdade nunca está definitivamente conquistada.
Esta obra pretende celebrar o lado mais romantizado de Abril, que começou por ser um breve instante de coragem e de loucura. Um momento disruptivo entre o passado e o presente. Um momento continuado por estes cinquenta anos.
Para nós, tudo começou assim: “Aqui posto de comando do movimento das Forças Armadas…". Era o primeiro de muitos comunicados dos militares que fizeram o 25 de Abril e que foi lido pouco depois das 4 da manhã, no Rádio Clube Português, pelo jornalista Joaquim Furtado que se encontrava de serviço nessa noite e, inesperadamente, viu os estúdios tomados por oito militares. E continuava: “O Movimento das Forças Armadas apela para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas nas quais se devem conservar com a máxima calma.”
Nestes 50 aos construiu-se um regime político assente na Democracia: constitucional, representativa, direta, social, defensora da separação de poderes e do primado da lei. Todavia, a democracia não é um regime perfeito, desde logo porque é uma construção política do homem e é prosseguida e exercida por homens e eles, já sabemos, não são (não somos) seres de perfeição. A democracia também não é o destino, mas a viagem e por isso, em face de constrangimentos, mudanças, desvios, alterações várias, tantas vezes, nesta caminhada, é necessário, com mais ou menos intensidade, impor correções para, então, continuarmos no caminho desejado de uma sociedade livre, igual, inclusiva, justa, solidária e desenvolvida. Uma sociedade que acima de tudo, não esqueça as gerações mais jovens. Uma sociedade que não permita que um em cada três jovens, nascidos em Portugal, deixe o seu país.
É urgente continuar a cumprir Abril. Este, é o desejo de Paulo e de Clara, os personagens deste romance que nunca desistiram do seu sonho!»

Nota do Autor

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São Flores de Amor, os Cravos de Abril
Edição especial 50 Anos do 25 de Abril
ISBN:
9789893560419
Ano de edição:
04-2024
Editor:
Editorial Novembro
Idioma:
Português
Dimensões:
150 x 234 x 21 mm
Encadernação:
Capa mole
Páginas:
384
Tipo de Produto:
Livro
Classificação Temática:
EAN:
9789893560419
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