Após o falecimento de Jorge Reis, António Mota Redol, presidente da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo foi contactado pela viúva do escritor, Hélène Reis, para selecionar o espólio e a biblioteca a transportar de França, no seu automóvel e em várias viagens, para o Museu do Neo-Realismo.
«O escritor contou ao autor do presente texto que o original de um livro sobre Romain Rolland estava escrito há vários anos, que já o tentara levar à estampa, mas que a editora que já trouxera a público outros livros seus não o desejava publicar com a dimensão que tinha. E as coisas ficaram por aí! Todavia, nunca esqueceu o desejo do autor e entendeu que era chegada a hora de se publicar o livro sobre um dos mais importantes escritores franceses, reconhecido influenciador dos neo-realistas portugueses.»
António Mota Redol, in «Considerações sobre Jorge Reis e a presente monografia»