"Verificámos que, em regra, o crescimento económico contribui decisivamente para melhorar as oportunidades do maior número, incluindo os mais pobres. Observámos que os países com economias mais ricas são também aqueles em que as classes médias cresceram, tornando por isso mais baixos os índices de desigualdade e, além disso, elevando decisivamente o nível de vida de todos, incluindo os mais pobres. Observámos, em suma, que a riqueza não é um stock fixo, mas um fluxo variável. Por essa razão, a chave do combate à pobreza não reside sobretudo na redistribuição do stock existente, mas em fazer crescer o fluxo económico."
João Carlos Espada é director do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa e da revista Nova Cidadania e presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política. Doutorado em Ciência Política pela Universidade de Oxford, foi professor visitante nas Universidades de Brown, Stanford e Georgetown, nos EUA.
Miguel Morgado é investigador-júnior do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa e coordenador executivo da licenciatura em Sociologia e Ciência Política da Faculdade de Ciências Humanas daquela universidade, onde também lecciona a disciplina de Tradição dos Grandes Livros III. Licenciado em Economia pela Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da UCP e mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pelo IEP-UCP, prepara actualmente o doutoramento neste instituto.
Hugo Chelo é investigador-júnior do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, onde é coordenador executivo do regime de tutorias. Licenciado em Filosofia por esta universidade, é mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pelo IEP-UCP, instituto onde prepara actualmente o doutoramento. Lecciona as disciplinas de Tradição dos Grandes Livros I e II na licenciatura em Sociologia e Ciência Política da FCH-UCP.