AS PALAVRAS DE NOS IRRITAM E AS PALAVRAS QUE AMAMOS
Pedimos a Gonçalo M. Tavares, João Pereira Coutinho, Djaimilia Pereira de Almeida, Marina Costa Lobo, Álvaro Domingues e Joana Lobo Antunes que enumerassem palavras de que gostam, palavras que amam, palavras com que embirram e palavras que nem por isso. Também pedimos a João Pedro Vala que escrevesse sobre a palavra americana que começa por «n».
JOÃO LUÍS BARRETO GUIMARÃES: PARA QUE SERVE A POESIA?
Aos 55 anos, João Luís Barreto Guimarães publica um novo livro (Aberto Todos os Dias) que coincidiu com o Prémio Pessoa. Numa conversa sobre a natureza da poesia e a sua ordem, responde a essa pergunta: «Cada poeta e cada leitor é que vão responder, a seu modo, individual e único, à pergunta de para que serve a poesia.»
Entrevista de Filipa Melo.
JAVIER MARÍAS (1951-2022): «UMA MESMA GOTA DE ÁGUA QUE CAI SOBRE A MESMA PEDRA.»
O lema escolhido para a editora Einaudi encerrava o mistério da sua criação: Spiritus durissima coquit. O espírito digere até os mais duros insultos, a nobre mente constitui um escudo contra a barbárie. A partir da criação da Einaudi, a editora de Italo Calvino, Elsa Morante, Primo Levi ou Natalia Ginzburg, André Canhoto Costa revisita esse período notável da história de Itália e a ideia de autor
PORTUGAL EM BICOS DE PÉS.
Saber se há ou não uma mediocridade cultural e intelectual que nos sufoca é o propósito do novo livro de Diogo Ramada Curto. Publicamos um excerto.
COMO ERA A BIBLIOTECA DE ESTALINE?
O seu estilo de vida peripatético enquanto revolucionário clandestino levou a que Estaline só tenha começado a colecionar livros e a construir uma biblioteca pessoal permanente após a revolução de 1917. Porém, a sua coleção cresceu rapidamente até ascender a muitos milhares de tomos. Isso não faz de Estaline uma pessoa melhor. Mas explica um mundo. Texto de Geoffrey Roberts.
MULHERES QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOOLF?
Para Virginia Woolf o feminismo é um projeto eminentemente literário. Se a literatura foi a primeira arte em que as mulheres singraram, isso deve-se ao facto de ser a arte mais barata - basta caneta e papel. À margem do poder, do estatuto e do dinheiro, o livro tem sido a arma dos fracos. Texto de Isabel Castro Silva.
CRÓNICAS.
Os nossos cronistas, finalmente: Isabel Lucas, Manuel Frias Martins, Tânia Ganho e Eugénio Lisboa.