XADREZ. O JOGO INTERMINÁVEL QUE É MAIS DO QUE UM JOGO.
O acaso trouxe Alexander Alekhine, o campeão do mundo de xadrez ao Estoril nas vésperas do seu confronto Mikhail Botvinnik para defender o seu título mundial, em Londres; o jogo não chegaria a realizar-se porque Alekhine morreu a 24 de março desse ano de 1946, em Lisboa. Nesta edição, Luís Naves fala do tema, no pequeno conjunto de artigos sobre xadrez. Luís M. Jorge escreve sobre a fantástica disputa entre Viktor Korchnoi e Anatoly Karpov nas Filipinas, em 1978, João Diogo Barbosa, trata de Angela Merkel como figura do xadrez europeu e Bernardo M. Gomes lembras os deveres de um bom amante do xadrez. E sim, há essa foto de antologia, a de Raul Capablanca e Alexander Alekhine. A não perder.
TOLSTOI E DOSTOIEVSKI. O COMBATE.
Mas o verdadeiro confronto no xadrez literário está no artigo de Hugo Pinto Santos - o título de «o mais importantes entre os romancistas» é disputado por Tolstoi e Dostóievski (de quem se assinala o bicentenário) e é ele que dá o tom à capa, com a bela ilustração de Pedro Vieira. No final do espaço dedicado aos autores de Guerra e Paz e Crime e Castigo, há dois importantes depoimentos assinados pelos tradutores Filipe Guerra (que trabalha em dupla com Nina Guerra) e António Pescada.
AMANDA GORMAN E QUEM PODERÁ LÊ-LA.
Publicamos um texto de António Araújo - «curto e incisivo», como exigem as regras - sobre as permissões e «cancelamentos» das traduções da poesia de Amanda Gorman. Há perguntas muito pertinentes acerca da relação entre o matiz da pele e a qualidade da tradução. Quem pode, afinal, traduzir Amanda Gorman ou quem poderá publicá-la e, aceitando o jogo, que atingirá as necessárias proporções de ridículo, quem poderá lê-la?
CITY LIGHTS. A LIVRARIA QUE (TAMBÉM) SALVOU O MUNDO.
Depois da morte de Lawrence Ferlinghetti (aos 101 anos de idade) e uma das ideias era que Isabel Lucas escrevesse sobre o ícone da beat generation; mas o objecto do artigo é a livraria City Lights - ícone da beat, tal como o próprio poeta, emblema de São Francisco, lugar de encontro entre a cidade, os seus boémios e a poesia.
ENSINAR A ESCREVER LITERATURA. ISSO PODE SER?
Nas aulas e cursos de escrita criativa pode aprender-se a escrever literatura? João Villalobos conversou com os envolvidos em vários programas desses cursos e tira conclusões.
JAVIER CERCAS E AMIN MAALOUF. ENTREVISTAS PARA GUARDAR.
Realizadas, respetivamente, por José Riço Direitinho e Paulo Barriga, os dos escritores falam do futuro da Europa e do mundo, sobre os seus projetos literários - e surpreendem sempre.
DEZ LIVROS ESSENCIAIS PARA O FEMINISMO.
Maria João Marques escolhe dez livros essenciais para as doutrinas e os combates feministas de hoje.