O ano de 2011 fica marcado pela necessidade de o País pedir ajuda externa. Reconhecendo a impossibilidade de, por si, honrar os compromissos internacionais assumidos, o Governo submeteu-se a uma negociação apertada, conduzida com representantes do Fundo Monetário Internacional, do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, conhecidos como a "Troika".
A História julgará os responsáveis por tal insólito: os qualificativos são dispensáveis.
A negociação com a Troika levou o Governo a subscrever um memorando que lançou o País em várias reformas: orçamentais e de fundo. Entre estas contam-se alterações ou projetos de alteração nos domínios do trabalho, do arrendamento, da banca, da insolvência, do processo, das sociedades e dos valores mobiliários.
Direta ou indiretamente, as sociedades são os atores de toda a trama em curso
A Revista de Direito das Sociedades prosseguirá a sua rota. Hoje como nunca impõe-se o estudo e a reflexão crítica da teia jurídico-normativa que, no entrecruzar dos velhos e dos novos problemas dá, ao Direito dos nossos dias, a sua identidade.