De 2009 até agora não deixou de se acentuar a evolução da crise
financeira que tinha abalado o mundo em 2008 e que ainda não nos
abandonou. Neste contexto e como resultado acumulado dos erros cometidos
desde 1986 pelos responsáveis políticos sucessivamente de turno, o nosso
país deixou-se enredar numa situação de dependência dos seus credores
internacionais do que resultou ver-se obrigado a colocar a sua liberdade
de ação económico-financeira entre parêntisis, situação de que ainda não
nos livrámos.
Durante este período, embora com as interrupções resultantes das
contigências que já referi, continuei com a intervenção cívica que há
muito entendi fazer ao serviço do meu país, particularmente dos meus
camaradas de armas, daqueles que, ao nosso lado, também o fazem, e de
todos quantos se encontram interessados na continuação da Pátria
Portuguesa como um Estado livre e próspero.
Esta a razão por que surge o volume "Reflexões sobre Estratégia VII -
Tempos de Crise", do qual cerca de 40% do conteúdo diz respeito ao ano de
2013.
Este trabalho resulta de uma seleção das intervenções escritas e orais que
fiz ao longo dos quatro anos, incluíndo 2013, e encontra-se estruturado em
três partes: na primeira parte, juntam-se os textos relacionados com "o
mundo em crise"; na segunda, sobre "a Europa em crise"; e na terceira,
refletimos acerca de "Portugal em Crise". Pela sua revelância e atualidade
destacou-se da "Parte 2 - a Europa em Crise" e colocou-se como "Destaque"
a análise efetuada no ano de 2013, intitulada "Cenário Geopolítico Europeu
e Cenários Futuros", onde se procura discorrer acerca dos eventuais
efeitos da atual crise das dívidas soberanas na Europa sobre a evolução
geopolítica do velho continente.