Estamos perante um discurso poético que por vezes ecoa palavras de poetas outros (que lem¬bra Eugénio de Andrade ou Torga...) e de outra poesia que se quer plenitude e "dádiva" solar mas também, humildemente, "marca", "vinco", "pegada", "duas guitas de carinho". Ritmos lentos e cadenciados, com sonorida¬des suaves que advêm das rimas e das repetições, constituem a pauta musical em que se transcre¬vem as emoções do eu lírico. Oscilando entre o confessional dialogante e o laudatório/exortativo, o tom é sempre o do "coração aberto" e rara¬mente abandona a bem-aventurada simplicidade das palavras de todos os dias!