Quando Dom Quixote Morreu, de Andrés Trapiello, pega nas
personagens que sobrevivem à morte do famoso fidalgo, e
constrói um apaixonante romance que conjuga intriga, ironia e
perícia literária, resultando numa narrativa ágil e deslumbrante.
Num dia quente de Outubro de 1614 morreu Alonso Quijano, também
conhecido como Dom Quixote de la Mancha, assistido pela jovem sobrinha,
pela fiel ama, e rodeado dos melhores amigos. No mesmo dia à tarde foi
enterrado na presença de todo o povoado. A história de Dom Quixote havia
chegado ao fim, mas não a de todos aqueles a quem o convívio com o
engenhoso fidalgo havia retirado do anonimato.
E se Dom Quixote teve direito à sua história, também o tiveram aqueles que
entrançaram as suas vidas com a dele: Sancho Pança, Dulcineia, a sobrinha,
o bacharel Sansão Carrasco, o capitão cativo Biedma, os duques Ginés de
Passamonte, o mouro Ricote e todos aqueles que ficaram para sempre marcados
pela inesgotável humanidade do maior e mais gracioso louco dos seus tempos.