A atenção muito especial e quase exclusiva que se dedicou aos aspectos técnicos da evolução industrial teve como consequência um esquecimento notório do factor humano.
Assim, o operário-produtor viu-se confrontado com tipos de actividades, instrumentos, ferramentas, que não escolhera e para os quais não se encontrava preparado. Impotente e desfasado perante a proliferação de técnicas cada vez mais elaboradas, foi vítima de uma espécie de doença a que se chamou inadaptação profissional.
A psicologia industrial surgiu para estudar essa inadaptação, as causas que a provocam, os modos de a superar, fornecendo os dados que permitam a criação de um meio em que o trabalho se faça à dimensão do homem.