As práticas, expectativas, incertezas e riscos envolvidos na procriação medicamente assistida são analisados a partir das percepções de mulheres e homens que tentaram conceber por intermédio destas técnicas e do cruzamento dos discursos de médicos e juristas.
Num contexto em que sobressai a (re)produção do poder da medicina e da tecnologia, das relações entre mulheres e homens, dos sistemas de parentesco e das práticas reprodutivas e sexuais, este livro mostra que também é desta forma que se faz um filho e, sobretudo, uma mãe e um pai.
Com base nos legados dos estudos sociais da ciência e da tecnologia, das teorias da sociedade do risco e dos estudos sobre as mulheres, evidencia-se a importância de mobilizar para o debate público os saberes de todos os actores sociais que são afectados ou expostos nas implicações, actuais e futuras, dos usos da procriação medicamente assistida.