Nasceu no sítio certo para ser feliz, na sua cidade do Porto, no bairro de Miragaia. Seis dezenas não chegam para contar a sua idade. Os seus pais viveram uma pobreza envergonhada, procurando parecer da classe média. Da boca deles, sempre ouviu o estigma de ter sempre resposta para tudo.
Escreve com voz. Escreve como quem fala, como quem conta estórias de amor e de amar. A escrita é uma expressão de prazer. Escreve sempre, mesmo quando só está a olhar. Escreve fotografias invisíveis. Considera-se um bordador de palavras. Gosta de poetar. Gosta de rasgar regras, desconstruir normalidades, inventar palavras, escrever sem rede.
Não se acha escritor. Não lhe estorva o conceito, mas sente-se mais contador de estórias, as que viveu e as que conheceu. O Porto é o seu baú.
Em homenagem ao seu lugar, publica agora a sua obra Porto Cor-de-Roxo – Texturas de Amor e Dor, sob a chancela da Oficina da Escrita.
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