Em frente, África. Ao fundo a serra. Entre as duas margens, a harmoniosa confluência das revoltas águas atlânticas com a amenidade do Mediterrâneo, que a foz do rio, o Arade, vem temperar. Uma situação geográfica pródiga, responsável pela preponderância que Portimão obteve no passado como activa vila portuária, e que não foi também alheia à sua actual importância turística. O panorama soberbo, a evocar a perfeição da paisagem grega, o belo recorte dos rochedos, o clima quente, a serra e o mar. Na cidade permanecem vestígios subtis do seu passado quinhentista, visível no traçado das ruas, na Igreja Matriz de Nª Srª da Conceição e no Convento de S. Francisco; e a ambiência eclética de finais do século XIX, ainda remanescente em edifícios como o Palácio de Bivar ou o Palacete Sárrea, materializa-se na coexistência de uma arquitectura sóbria que privilegia as balaustradas, as cantarias, com outra, mais exuberante, que se revê nos revestimentos de azulejos, nos ferros e nos frisos decorativos.