Este livro analisa as políticas de população coloniais em Angola entre 1890 e 1945 numa perspetiva transimperial.
Com base num conjunto vasto de fontes inéditas de múltiplos arquivos (de Angola e Portugal, mas também da França, Bélgica, Suíça, Alemanha e do Reino Unido), mostra como estas políticas foram concebidas, implementadas e contestadas.
Analisa quer o modo e os motivos pelos quais médicos, administradores, missionários e outros atores coloniais tentaram compreender e quantificar as alterações demográficas, como a sua intervenção prática para melhorar as condições de saúde, os regimes reprodutivos e os padrões de migração da população indígena de Angola.
O livro argumenta que estas intervenções estavam indissociavelmente ligadas a receios generalizados de despovoamento e subpovoamento, mas que a sua implementação foi muitas vezes dificultada por estruturas estatais fracas, conflitos internos na administração colonial e múltiplas formas de agência africana.
Através de uma análise inédita e transimperial da história da demografia, saúde e migração na Angola colonial, o livro também desafia a ideia, ainda comum, do excecionalismo colonial português.