De aparência modesta, Eduardo Libório (Lisboa, 1900-1946) apresentava aspectos meteóricos. João de Freitas Branco recordava a sua conversa rápida, brilhante, como uma experiência inesquecível. Mário de Sampaio Ribeiro via nele um temperamento revolucionário, capaz das maiores ousadias. As excentricidades da sua conduta, que podiam repelir estranhos, eram, para os íntimos, fonte permanente de alegres surpresas. Os versos e desenhos, que escrevia em papéis soltos para distribuir pelos amigos, devem ter-lhes parecido simples faceta da sua imaginação em ebulição constante.