Bertrand.pt - Poesia - Eugenio Montale

Poesia - Eugenio Montale

de Eugénio Montale 

Prémio Nobel da Literatura
Editor: Assírio & Alvim
Edição ou reimpressão: abril de 2004
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Montale, juntamente com Ungaretti e Quasimodo tem sido com frequência visto como um representante da chamada poesia hermética, paisagem poética dos anos que ligam as duas grandes guerras, e que teve o seu período mais intenso nos anos 30 e 40.
[…]
A poesia de Montale é uma poesia filosófica, no sentido em que o são também a de Pessoa ou de Eliot. Nela perpassa uma branda indisposição existencial, na tradição de certa poesia do fim do século XIX, mas o que se contem nos A linguagem de Montale é ao mesmo tempo rigorosa e fluida, utilizando com frequência a palavra rara, com matizes fim de século, que curiosamente não tem grande expressão na poesia italiana, e que o poeta parece ter ido buscar às suas leituras da poesia francesa simbolista e pós-simbolista. Este inusitado derramamento vocabular só numa primeira aparência é preciosista. De facto, cr! eio que ele deve ser entendido antes como expressão da inquieta busca humana dos sentidos possíveis.
[…]
Poeta do essencial, as suas palavras, mesmo quando parecem meros caprichos formais e se nos apresentam como «espiraladas espumas» pelo seu polimento, pela sua secura de carnes, tal como os ossos de choco atirados pela força incontida do mar ao deserto das areias, fixam-se nas cordas trepidantes da condição humana, e aí vibram, numa espécie de canto sirénico que quer atravessar os infinitos.
(excertos da apresentação)

Críticas de imprensa
"Fazia falta e aí está, graças ao labor de José Manuel de Vasconcelos e ao rigor editorial da Assírio & Alvim. Falamos da obra poética de Eugenio Montale que doravante pode encontrar no mercado livreiro, em grosso tomo onde os seus diversos livros se reúnem sob o título genérico de "Poesia". Simples, afinal, como ela, a poesia, embora no caso naturalmente não simplista."
in Magazine Artes, Novembro de 2004

Excertos
Traz-me o girassol para que eu o transplante
para o meu terreno mordido pelo ar salgado,
e mostre todo o dia ao céu azul espelhante
e ansiedade do seu rosto amarelado.

Tendem para a claridade as coisas escuras,
esgotam-se os corpos num fluir
de tintas: e estas em música. Esvair
é assim a ventura ! das venturas.

Traz-me tu a planta que conduz
ao lugar onde surge a loura transparência
evapora a vida qual essência;
traz-me o girassol enlouquecido de luz.

Traz-me o girassol para que eu o transplante
para o meu terreno mordido pelo ar salgado,
e mostre todo o dia ao céu azul espelhante
e ansiedade do seu rosto amarelado.

Tendem para a claridade as coisas escuras,
esgotam-se os corpos num fluir
de tintas: e estas em música. Esvair
é assim a ventura ! das venturas.

Traz-me tu a planta que conduz
ao lugar onde surge a loura transparência
evapora a vida qual essência;
traz-me o girassol enlouquecido de luz.

Poesia - Eugenio Montale
ISBN: 978-972-37-0945-2 Ano de edição ou reimpressão: Editor: Assírio & Alvim Idioma: Português Dimensões: 146 x 205 x 24 mm Encadernação: Capa mole Páginas: 368 Tipo de Produto: Livro Classificação Temática: Livros  >  Livros em Português  >  Literatura  >  Poesia

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