Ainda que, às vezes, sinto que as palavras se desvanecem da minha mente, deixando-me apenas os seus ecos, opacos ou sonoros e, embora nem sempre férteis, continuo a temer deixá-las na sua procura, como uma jornada a Ítaca de essências. Para cultivar essa paixão pela arte da palavra, olhe para mim, primeiro, filóloga e, logo, tradutora. Ou como escritora posterior, como um milagre que confirmo em cada novo livro publicado e que testemunha que paisagens luminosas nunca são inúteis.(...)