Este livro de poesia reúne poemas de várias épocas. Está dividido em 7 secções, tendo cada uma delas um nome associado ao imaginário farmacêutico: Bula, Injectável, Vias Aéreas Superiores, Largo Espectro, Retroviral, Toma Diária, Pírolas.
Uma parte destes poemas já tinha sido dada a conhecer em diversas publicações, normalmente em folhetos, jornais, colectâneas, etc. A sua reunião num volume único resultou num tecido bastante consistente, apesar duma linguagem poética diversa e pouco homogénea. Essa é uma opção do autor que se percebe nos vários títulos publicados desde o ano 2000, ano do seu primeiro livro poesia No Silêncio da Terra (Campo das Letras).
A grafia Pharmacia é justificada pelo autor por a achar mais bonita do que a actual. O termo pharmakon, em grego, tanto pode designar um remédio como também um veneno. Um pouco como a poesia que, no entendimento do autor, contém substâncias benéficas para a vida das pessoas, mas também substâncias nocivas e que, frequentemente, se colocam fora da lei e contra ela (seja a lei geral, seja a lei moral, seja a lei regional da academia e da gramática).
Como se diz num dos poemas deste volume, a poesia abre caminho para logo o apagar.