"Derramar palavras no papel é um acto sem regresso porque os leitores as esculpem com trajectos de vida; frustrações; sonhos. Na aparência nada mudou, mas no seu imaginário resta apenas a sombra do texto inicial. Ele sofreu milhares de mutações, carrega sublinhados invisíveis, cambaleios silenciosos, cadências de leitura que escandalizariam o autor. Saramago o disse uma vez na Feira do Livro, a quem debitava a sua prosa galopante - "o texto que leste é teu, não o meu". (…)
(…) "É urgente o amor." E através dele permanecer.
Essa é também a nostalgia que descortino - ou projecto? - neste livro. Mais do que escrita e fotografada a preto e branco, afirmada preto no branco. Para que sobrem as perguntas, mas não reste a menor dúvida…"
Júlio Machado Vaz
Fotografias de: Alexander Bogorodskiy, Carlos Barros, Catarina Garcia, Domingos Leite de Castro, Fernando Fernandes Silva, Inês Doutel, Jorge Gonçalves, Jorge Velhote, Manuel Reis, Manuela Araújo, Miguel Calafate, Paulo Teia e Sara Garcia