«Houve um tempo, antes das estradas de
alcatrão, dos automóveis e das viagens
contadas ao minuto, em que o país,
encolhido na sua pequenez, se firmou à roda
de uma ideia revolucionária: veios de ferro
que ligariam, entre si, as paisagens mais
distantes da terra lusa».
Assim se referem os autores à epopeia dos
caminhos-de-ferro que a partir da segunda
metade do século XIX redesenhou as
paisagens do território português,
atravessando montanhas e rasgando vales,
traçando trilhos de viagens aqui percorridos
pelo olhar actual de Jorge Nunes e Manuel
Nunes.