Do inatingível e distante Saturno e dos seus anéis ao des_amor próximo, mas igualmente distante, o poeta privilegia, quase sempre, o pormenor, as pequenas coisas que quase passam despercebidas, mas não aos olhos atentos e acutilantes do autor _e a filosofia, essa, não a ponho de parte, corrompo-me com ela. Serão memórias? Reflexões? Talvez... Saturno não responde e, por vezes, até o poeta se interroga se só ele lê a sua palavra. Mas são, certamente, palavras profusas de significado, de alcance. Que, felizmente, o autor ousa agora partilhar com todos nós.