Antero de Quental dedica a sua coletânea de poemas a Germano Meireles em 1865, seu amigo pessoal e uma das principais figuras da Escola Coimbrã e da Geração de 70.
A obra oferece-nos uma visão evolutiva da história através de observações filosóficas acerca do homem e do universo, assumindo um desejo latente por mudança social.
Presenciámos aqui uma nova era literária, marcada pela irreverência cultural, na qual o autor assume um tom mais revolucionário, projetando uma nova imagem do mundo, "um novo conceito ativo de vida", e "novos meios artísticos".