Ainda que muito se mencione a redução da despesa pública para debelar o cortejo relativo à crise, o certo é que o imposto continua a ser assumido como algo de miraculoso, algo capaz de contribuir para a solução da situação. Esta visão persiste na deificação do imposto. Porém, não pode deixar de ser vista como simples lirismo.
Não apenas a capacidade contributiva tem limites, assim como o aumento do nível de fiscalidade e do esforço fiscal podem conduzir a fenómenos evasivos maiores, tanto quanto podem gerar, a médio prazo, uma quebra do contrato social tão essencial à manutenção de Estado Social de Direito.
Este tema complexo e assaz importante é tratado nesta obra com a perspectiva dos académicos do Sul da Europa.