A qualquer proposta teórica subjaz a intenção de
tratar todas as coisas sob o pretexto de um só tema. Muitas vezes essa intenção vê-se distante ou forçada à distância dos seus objectivos. Neste ensaio invoca-se uma vontade de pensar o ser humano sob pretexto da obra de Gonçalo M. Tavares. Na distância e limitação forçadas, escreve-se sobre literatura e filosofia, sobre
filosofia e niilismo, sobre niilismo e o advento dos holocaustos nas sociedades modernas e, daqui, sobre a reflexão de Gonçalo M. Tavares em três dos seus romances: Um Homem: Klaus Klump, A Máquina de Joseph Walser e Jerusalém.